Claro que a literatura não ficaria de fora do projeto da feira de produtos. Afinal, são muitos os poemas, contos, crônicas, canções e histórias em quadrinhos que, além de proporcionarem prazer estético e serem peças importantes na história do seu gênero, podem ser discutidos sob o ponto de vista da representação da propaganda, do mercado, do consumo, etc. Os textos que eu pretendia ler com os alunos no ano passado eram: o conhecidíssimo conto O traje novo do imperador, na versão de Hans Christian Andersen; o poema de Décio Pignatari que marcou época na literatura brasileira, conhecido como Beba Coca Cola; a canção Téo vai às compras, da banda carioca El Efecto; e a HQ Paraíso perdido, escrita e desenhada pelo criador do Tio Patinhas, Carl Barks, em que a família de patos se refugia em um vale no Himalaia onde não existe o valor do dinheiro, mas acabam gerando uma violenta histeria no povo devido a cobiça por... tampinhas de garrafa!
Acima, à esquerda, capa do livro Contos de Hans Christian Andersen; à direita, primeira página de Paraíso perdido; abaixo, poema de Décio Pignatari
Bom, na verdade cito aqui os quatro textos mais para mostrar a diversidade de leituras que um mesmo projeto comporta, pois, de fato, o único texto que foi devidamente explorado foi o conto de Andersen. Por limitações de tempo, a HQ sequer foi lida, e os outros textos não pareceram, à época, atrair muito os alunos, razão pela qual não levei adiante o trabalho com eles, que ficou limitado à leitura individual em sala. Mas pode ser que eu tenha também errado na abordagem, ainda preciso fazer uma autocrítica mais profunda... mas falemos de O traje novo do imperador!
A história remonta à Idade Média espanhola, tendo sido registrada pela primeira vez pelo príncipe Juan Manuel na coletânea El Conde Lucanor. A versão de Andersen traz o estilo romântico e o olhar espiritualista e otimista do autor dinamarquês, apresentando o imperador fanático por belos trajes que se deixa enganar por dois forasteiros que dizem ser capazes de, por um bom pagamento, tecer uma roupa linda, finíssima e com o curioso bônus de ser invisível aos estúpidos e aos incapazes. Claro que eles nada mais são do que ladrões, que se põem a tecer linhas e panos inexistentes por vários dias, guardando para si os generosos investimentos imperiais; acontece que nenhum dos aristocratas confessa não ver a roupa, com medo de ser considerado imprestável. Instaura-se, assim, um grande delírio coletivo em torno do objeto, que culmina no imperador desfilando em praça pública sem veste alguma. O dia é salvo por uma criança, a única ingênua (ou honesta) o suficiente para dizer em voz alta que o imperador não estava vestindo nada.
Tentando seguir a sequência prevista pela metodologia de letramento literário como elaborada por Rildo Cosson, iniciei o trabalho com uma atividade de motivação, que pretendia fazer os alunos experimentarem a sensação de "não ver" uma coisa que todos "viam". Era o jogo super conhecido do caça-palavras, mas com um toque especial: as palavras a serem encontradas seriam os nomes dos próprios alunos, mas alguns nomes, cerca de um terço da turma, não constariam do quadro. Assim, enquanto muitos alunos encontrariam seus nomes, outros ficariam muito tempo procurando sem sucesso, e eu esperava registrar e discutir com eles o que acontecesse ao longo do processo. Para isso, utilizei um software online de criação de caça-palavras, bastante simples e funcional, e salvei em formato .jpeg para projetar para os alunos em data show.
O jogo transcorreu animadamente. Os alunos marcavam seus nomes com pincel no quadro conforme iam encontrando. Muitos encontraram rapidamente, e se puseram a procurar os nomes dos outros, gerando um certo clima de expectativa quando encontravam algum antes da pessoa respectiva. Frases como "já encontrei o da Ana Paula..." e "égua, tu ainda não encontrou?" se tornaram comuns. Enquanto isso, os alunos cujos nomes não estavam no diagrama oscilavam entre um estado de ansiedade, preocupação ("Égua, tio, cadê o meu?"), desconfiança ("O senhor não botou o meu aí...") ou mesmo desmotivação, quando se conformavam de que não encontrariam. Eu tentava mediar todas essas reações, sem revelar o truque. Passados cerca de vinte minutos, dei por encerrada a brincadeira e pedi para falarem sobre as sensações experimentadas, ao que eles responderam que realmente tinham ficado ansiosos e um pouco nervosos, mas todos já intuíam que os nomes de alguns não estavam ali. Anunciei então que leríamos um conto no qual estaria presente uma situação parecida com aquela.
Ao distribuir o conto, eu esperava estabelecer uma etapa de leitura silenciosa e outra de leitura em voz alta com participação dos alunos. Não posso negar que ambas as etapas foram realizadas com uma mistura bastante caótica de reações: alunos que leram atentamente, sentindo curiosidade pela história; alunos que rejeitavam a leitura do texto completo, paravam na metade, ou antes, e punham-se a fazer outras coisas; alunos que liam uma certa parte do texto e faziam comentários jocosos, aparentemente ironizando a tarefa; alunos que simplesmente não liam... enfim, um cenário que desesperaria qualquer professor! Comigo não foi diferente; mas, com o tempo, fui percebendo que a leitura, principalmente a leitura cursiva, aberta para o sujeito, como desejo fazer, também é um hábito, e, como tal, precisa ser construído. Como era uma das primeiras tarefas na turma em que efetivamente líamos, não era surpreendente que os alunos se portassem daquela maneira. Hoje, que ainda trabalho com os mesmos alunos e a leitura se tornou rotina nas aulas, posso garantir que a postura de todos (inclusive a minha) é bem diferente.
De todo modo, o trabalho com o texto prosseguiu. Nas aulas seguintes, pedi aos alunos que respondessem um exercício de interpretação, que visava a exercitar e ensinar algumas estratégias de leitura, passando pela decodificação, pela inferência, pela compreensão e pela interpretação, e relacionando o texto com a vida.
A seguir, apresentei aos alunos uma análise de recursos linguísticos presentes no conto, enfatizando a presença de adjetivos e advérbios derivados (aqueles em que está presente o sufixo -mente). O objetivo, claro, não era meramente aprender a identificar e nomear as palavras desses tipos, mas principalmente saber usá-las na ordem textual. Por isso, o próximo exercício dos alunos seria a escrita de uma narrativa curta continuando a história de O traje novo do imperador a partir de seu final, devendo ser usados adjetivos e advérbios ao longo do texto.
Em termos de conteúdo, os textos dos alunos, de forma geral, exploraram dois caminhos principais: a solução do problema da nudez do imperador e a punição dos vigaristas. Cito abaixo trechos de algumas produções, que sintetizam, a meu ver, a forma como a turma se relacionou com a leitura e a tarefa. O texto do aluno Vitor foi um dos que efetuou uma espécie de hibridização do conto original, trazendo elementos de outras histórias maravilhosas:
Mas vocês devem estar me perguntando: esse projeto não era sobre propaganda? E era mesmo! Por isso, o que propus para finalizar o trabalho com o conto de Andersen, como uma prévia do que eu almejava como objetivo geral, foi que os alunos, dividindo-se em equipes, imaginassem e desenhassem sua proposta de traje do imperador em cartolina, para, a seguir, fazermos uma exposição pública, em que os demais alunos escolheriam, pelo voto, a melhor concepção. Foi um dos momentos mais animados de todo o projeto, com muitos alunos realizando obras extraordinárias, e com muita participação de todos da escola na exposição, com direito até a organização de torcidas! Infelizmente, não me lembro se registrei e perdi as fotos dos trabalhos, ou se simplesmente não registrei. Não é a primeira vez que peco por desleixo de registrar esses momentos... mas juro que estou tentando melhorar nisso 🙈 De todo modo, fica a descrição do que foi feito, como um exemplo de alternativa para construir elos entre o literário e o prático.
E assim termina essa segunda parte do relato! O que você achou das produções escritas dos alunos? Que outros textos relacionados à publicidade você conhece? O que você faria diferente de mim? Deixem seus comentários... e aguardem a parte 3!
Para saber mais sobre letramento literário, pode começar pela resenha ao livro de Rildo Cosson dedicado ao assunto.
Sobre estratégias de leitura, uma boa dica é o livro digital organizado pelo Renilson Menegassi.
Dois capítulos sobre análise linguística são encontrados no livro organizado pelos professores Menegassi e Márcia Ohuschi.
A história remonta à Idade Média espanhola, tendo sido registrada pela primeira vez pelo príncipe Juan Manuel na coletânea El Conde Lucanor. A versão de Andersen traz o estilo romântico e o olhar espiritualista e otimista do autor dinamarquês, apresentando o imperador fanático por belos trajes que se deixa enganar por dois forasteiros que dizem ser capazes de, por um bom pagamento, tecer uma roupa linda, finíssima e com o curioso bônus de ser invisível aos estúpidos e aos incapazes. Claro que eles nada mais são do que ladrões, que se põem a tecer linhas e panos inexistentes por vários dias, guardando para si os generosos investimentos imperiais; acontece que nenhum dos aristocratas confessa não ver a roupa, com medo de ser considerado imprestável. Instaura-se, assim, um grande delírio coletivo em torno do objeto, que culmina no imperador desfilando em praça pública sem veste alguma. O dia é salvo por uma criança, a única ingênua (ou honesta) o suficiente para dizer em voz alta que o imperador não estava vestindo nada.
Tentando seguir a sequência prevista pela metodologia de letramento literário como elaborada por Rildo Cosson, iniciei o trabalho com uma atividade de motivação, que pretendia fazer os alunos experimentarem a sensação de "não ver" uma coisa que todos "viam". Era o jogo super conhecido do caça-palavras, mas com um toque especial: as palavras a serem encontradas seriam os nomes dos próprios alunos, mas alguns nomes, cerca de um terço da turma, não constariam do quadro. Assim, enquanto muitos alunos encontrariam seus nomes, outros ficariam muito tempo procurando sem sucesso, e eu esperava registrar e discutir com eles o que acontecesse ao longo do processo. Para isso, utilizei um software online de criação de caça-palavras, bastante simples e funcional, e salvei em formato .jpeg para projetar para os alunos em data show.
O jogo transcorreu animadamente. Os alunos marcavam seus nomes com pincel no quadro conforme iam encontrando. Muitos encontraram rapidamente, e se puseram a procurar os nomes dos outros, gerando um certo clima de expectativa quando encontravam algum antes da pessoa respectiva. Frases como "já encontrei o da Ana Paula..." e "égua, tu ainda não encontrou?" se tornaram comuns. Enquanto isso, os alunos cujos nomes não estavam no diagrama oscilavam entre um estado de ansiedade, preocupação ("Égua, tio, cadê o meu?"), desconfiança ("O senhor não botou o meu aí...") ou mesmo desmotivação, quando se conformavam de que não encontrariam. Eu tentava mediar todas essas reações, sem revelar o truque. Passados cerca de vinte minutos, dei por encerrada a brincadeira e pedi para falarem sobre as sensações experimentadas, ao que eles responderam que realmente tinham ficado ansiosos e um pouco nervosos, mas todos já intuíam que os nomes de alguns não estavam ali. Anunciei então que leríamos um conto no qual estaria presente uma situação parecida com aquela.
Ao distribuir o conto, eu esperava estabelecer uma etapa de leitura silenciosa e outra de leitura em voz alta com participação dos alunos. Não posso negar que ambas as etapas foram realizadas com uma mistura bastante caótica de reações: alunos que leram atentamente, sentindo curiosidade pela história; alunos que rejeitavam a leitura do texto completo, paravam na metade, ou antes, e punham-se a fazer outras coisas; alunos que liam uma certa parte do texto e faziam comentários jocosos, aparentemente ironizando a tarefa; alunos que simplesmente não liam... enfim, um cenário que desesperaria qualquer professor! Comigo não foi diferente; mas, com o tempo, fui percebendo que a leitura, principalmente a leitura cursiva, aberta para o sujeito, como desejo fazer, também é um hábito, e, como tal, precisa ser construído. Como era uma das primeiras tarefas na turma em que efetivamente líamos, não era surpreendente que os alunos se portassem daquela maneira. Hoje, que ainda trabalho com os mesmos alunos e a leitura se tornou rotina nas aulas, posso garantir que a postura de todos (inclusive a minha) é bem diferente.
De todo modo, o trabalho com o texto prosseguiu. Nas aulas seguintes, pedi aos alunos que respondessem um exercício de interpretação, que visava a exercitar e ensinar algumas estratégias de leitura, passando pela decodificação, pela inferência, pela compreensão e pela interpretação, e relacionando o texto com a vida.
Exercício de leitura proposto a partir da leitura de O traje novo do imperador
A seguir, apresentei aos alunos uma análise de recursos linguísticos presentes no conto, enfatizando a presença de adjetivos e advérbios derivados (aqueles em que está presente o sufixo -mente). O objetivo, claro, não era meramente aprender a identificar e nomear as palavras desses tipos, mas principalmente saber usá-las na ordem textual. Por isso, o próximo exercício dos alunos seria a escrita de uma narrativa curta continuando a história de O traje novo do imperador a partir de seu final, devendo ser usados adjetivos e advérbios ao longo do texto.
Consigna do trabalho de produção textual
Em termos de conteúdo, os textos dos alunos, de forma geral, exploraram dois caminhos principais: a solução do problema da nudez do imperador e a punição dos vigaristas. Cito abaixo trechos de algumas produções, que sintetizam, a meu ver, a forma como a turma se relacionou com a leitura e a tarefa. O texto do aluno Vitor foi um dos que efetuou uma espécie de hibridização do conto original, trazendo elementos de outras histórias maravilhosas:
O imperador tava andando pelado numa floresta ai ele escutou um barulho atrás da árvore e foi ver o que era era uma passagem secreta e na passagem tinha um monte de pessoas lindas e maravilhosas mas todas de cara feia aí o imperador perguntou para as pessoas lindas mas de cara feia o imperador disse porque vocês estão assim e porque nós estamos enfeitiçados por uma bruxa nós somos todos pequenos e não conseguimos alcançar a árvore aí eles tenham medo de pegar aí o imperador disse eu pego a fórmula pra vocês e vocês terão que me arrumar roupas (...).Enquanto, no texto de Vitor, o imperador soluciona astutamente seu problema, por meio de uma negociação, outros textos retrataram o personagem como uma figura ingênua, tola e bastante ridícula, em que a solução do problema da nudez envolve uma comicidade inerente. É o caso da narrativa da aluna Rayssa:
Ele ficou com muita vergonha na procissão mas ele seguiu em frente tinha uma árvore ele foi lá para pegar folha os vigaristas falaram ele é estúpido ele pegou as folhas e se cobriu e o imperador perguntou para o menino - você tem uma roupa para me emprestar e menino - não tenho (...)O mesmo acontece no texto da Luanny, em que o recorte cômico da situação ganha ares aristotélicos, pois todas as peripécias vividas pelo imperador contribuem para, no final, sua vaidade e arrogância darem lugar ao vexame moral:
(...) veio um homem, murmurante em seu ouvido dizendo, você está nu, o imperador falou:De um modo bastante diferente, a narrativa do aluno Josué insere uma sangrenta carga policial entre os personagens da história. Curiosamente, porém, propõe um final em que prevalece um otimismo algo democrático, ficando para trás os elementos de personalidade negativos que tinham conduzido o império à crise passada:
- O que eu?
O homem disse, o senhor mesmo.
- Mas eu um homem rico com trajes novos bonitos, não pode ser.
Mas senhor todo mundo está vendo o senhor nu, vá para seu castelo e coloque seus trajes bonitos.
O imperador falou:
- Eu vou, porque tenho uma grande festa para ir.
(...)
Chegando a festa o imperador estava se achando com suas lindas roupas (...) ele viu uma linda moça e a convidou para dançar com ele, e a moça aceitou.
O imperador ficou encantado pela moça ficaram conversando e dançando a festa toda, quando deu meia-noite, ele ficou nu e a moça saiu de perto dele e ele querendo saber o que estava acontecendo (...) foi até a mesa da moça e rapidamente pediu desculpa e querendo saber o que estava acontecendo, a moça disse:
- Você está nu, no meio da festa o imperador disse mas eu estou vestido com lindo traje a moça falou:
- Se olha no espelho e você vai ver, então o imperador foi até o espelho e viu ele nu. Ele falou:
- Meu Deus! Ele falou assustado eu sou terrivelmente feio.
Quando chegou no palácio foi para o armário e vestiu outro traje. E disse:O aspecto formal dos textos, especificamente no que se refere ao uso dos adjetivos e advérbios que eu tinha solicitado, foi o que me conduziu a maiores reflexões. Isso porque, mesmo que muitos alunos tivessem usado corretamente as palavras pedidas (alguns até com bastante propriedade, como se pode ver nos exemplos acima), percebi que muitos textos estavam tomados de aplicações apressadas, imprecisas e erradas delas, como: "perdi toda a minha riqueza e fiquei malucamente"; "e os vigaristas burros deixaram afrouxadamente as cordas"; "mas estupidamente não se sentia mais pela verdade"; "ficou agradavelmente nada bem com aquela roupa". De fato, parecia que a minha consigna tinha tensionado a escrita dos alunos, de forma a extrair usos de adjetivos e advérbios de muitos cuja compreensão ainda não era suficientemente madura, resultando, da parte deles, em uma preocupação maior em tentar cumprir o comando, em detrimento da qualidade do texto e da consistência da narrativa. Penso, enquanto escrevo esse relato, que um procedimento mais adequado seria a escrita livre em um primeiro momento, para só depois fazer a análise linguística do conto ou ensinar sobre o gênero, baseando-se nos conhecimentos prévios e nas necessidades de aprendizagem dos alunos, diagnosticadas a partir de seus textos. Foi o que tentei fazer em outras ocasiões que em breve contarei aqui no blog.
- Peguem os vigaristas e os vigaristas disseram:
Porque o imperador quer nos prender nós fizemos tão carinhosamente o traje para ele e os dois vigaristas tentaram fugir e conseguiram mataram 5 soldados e tentaram matar o rei não conseguiram, um foi preso outro conseguiu escapar então eles juntaram mais 8 soldados e foram para tentar matar o rei (...) dessa vez conseguiram (...) e o imperador tinha o o filho então esse filho seria o novo imperador ele falava que iria governar que nem o pai mas ele se achava diferente, então ele decidiu que iria governar mas que iria agradar o povo com sua governança bondosa, não iria ser safado, otário e burro e ele governou muitos anos até sua morte.
Mas vocês devem estar me perguntando: esse projeto não era sobre propaganda? E era mesmo! Por isso, o que propus para finalizar o trabalho com o conto de Andersen, como uma prévia do que eu almejava como objetivo geral, foi que os alunos, dividindo-se em equipes, imaginassem e desenhassem sua proposta de traje do imperador em cartolina, para, a seguir, fazermos uma exposição pública, em que os demais alunos escolheriam, pelo voto, a melhor concepção. Foi um dos momentos mais animados de todo o projeto, com muitos alunos realizando obras extraordinárias, e com muita participação de todos da escola na exposição, com direito até a organização de torcidas! Infelizmente, não me lembro se registrei e perdi as fotos dos trabalhos, ou se simplesmente não registrei. Não é a primeira vez que peco por desleixo de registrar esses momentos... mas juro que estou tentando melhorar nisso 🙈 De todo modo, fica a descrição do que foi feito, como um exemplo de alternativa para construir elos entre o literário e o prático.
E assim termina essa segunda parte do relato! O que você achou das produções escritas dos alunos? Que outros textos relacionados à publicidade você conhece? O que você faria diferente de mim? Deixem seus comentários... e aguardem a parte 3!
Para saber mais sobre letramento literário, pode começar pela resenha ao livro de Rildo Cosson dedicado ao assunto.
Sobre estratégias de leitura, uma boa dica é o livro digital organizado pelo Renilson Menegassi.
Dois capítulos sobre análise linguística são encontrados no livro organizado pelos professores Menegassi e Márcia Ohuschi.








