sábado, 15 de setembro de 2018

Tráfico de drogas na Amazônia: polêmicas e descobertas na EJA

Parte da minha turma de 2015 da EJA. Da esquerda para a direita: Yasmin, Anderson, Elilson, Hellen, Mariely, eu, Aparecida, Tiago e Luiza


2015 foi um ano especial no meu trabalho com a Educação de Jovens e Adultos. Após um 2014 meio esquisito, em que minhas propostas, talvez por terem ainda pouca consistência, não pareceram ser muito bem recebidas pelos alunos, dediquei-me desde o início do ano letivo seguinte a um planejamento mais aprofundado, tentando estabelecer na aula de Português um aprendizado contínuo a partir da leitura, escrita e debate sobre temáticas que considerava relevantes para a formação dos estudantes.

Um dos temas que povoava meus pensamentos era o tráfico de drogas. Eu já tinha estudado um pouco sobre o assunto, e conhecia algumas questões envolvidas nele: a relação com a geografia da cidade, com a violência urbana, o impacto do tráfico na superlotação presidiária, as terapias de viés religioso para o vício em drogas, o movimento pela legalização da maconha... esperava que tudo isso viesse à tona no diálogo com os alunos, especialmente por estar em uma escola em bairro de periferia, onde as drogas são presentes na vida ou no imaginário de praticamente todos os moradores.

Para iniciar as discussões, escolhi um artigo científico do professor Aiala Colares, da Universidade do Estado do Pará, intitulado "Do Global ao Local: A geografia do narcotráfico na periferia de Belém". Era de se esperar que, por ser um gênero de uma esfera comunicativa distante dos alunos e extremamente monitorado, a leitura encontrasse algumas dificuldades, devendo ser feita de forma mais dirigida por mim. Assim, ao longo de várias aulas, fomos lendo o artigo, ora em conjunto, ora individualmente, mas sempre tentando discutir e esclarecer pontos obscuros, bem como adotar uma postura de acolhimento e escuta das elaborações dos alunos a respeito do conteúdo do artigo, por mais que não fossem totalmente corretos.

Ao fim da leitura, propus aos alunos a primeira atividade de escrita: a socialização do conteúdo estudado com alunos de outras turmas e funcionários da escola. Para tanto, contaríamos com o apoio da professora Myrna Reis e do Laboratório de Informática da escola para produzir infográficos utilizando os recursos do site Easelly, que contém um software gratuito de criação de infográficos. Depois, faríamos fotocópias das produções dos alunos e distribuiríamos pela escola como panfletos, conversando com as pessoas e dando breves explicações sobre o tema estudado e o trabalho realizado. Assim, o trabalho integrava a leitura e a escrita de um texto multimodal, permitindo aos alunos integrar texto, imagem, cores e disposição das informações na tela, dialogando assim com a cibercultura e com a linguagem da internet, com a qual eles vêm cada vez mais se familiarizando.

Antes de começar o trabalho no Laboratório, lemos alguns infográficos coletados na internet, e apresentei aos alunos as características e as diversas possibilidades do gênero.



Alguns dos infográficos lidos com os alunos em sala antes da atividade prática

O trabalho no Laboratório foi organizado com os alunos em duplas ou trios, e dividido entre um primeiro momento de exploração das ferramentas do site, em que os alunos ficaram livres para visualizar as imagens e recursos disponíveis e testar como eles funcionavam na tela do infográfico, e um segundo momento em que os recursos deveriam ser usados para a produção do infográfico sobre os temas abordados pelo artigo, que, conforme estabelecemos previamente, seriam: os atores sociais do tráfico de drogas, a rede internacional de tráfico e a gentrificação, fenômeno urbano responsável pelo estabelecimento de lócus privilegiados para a difusão do tráfico. Ao longo de todo o processo, eu orientava e dava sugestões às equipes, mostrando, com meu computador pessoal e um projetor, como utilizar a interface do Easelly.

A atividade revelou, é verdade, que alguns alunos tinham adquirido mais domínio do assunto do que outros ao longo das aulas, bem como uma parte da turma ganhou intimidade com a ferramenta de informática mais rápido do que outros, o que levanta problemas de ordem didática e da própria organização do tempo escolar. Mesmo assim, o resultado foi muito interessante, manifestando a forma de cada aluno de se apropriar do conteúdo, alguns mais atentos ao texto do artigo, outros mais livres para parafrasear de acordo com sua experiência de vida e seu repertório linguístico; alguns com uma crítica mais exuberante, retratada nas imagens e termos escolhidos, outros com uma perspectiva de mais neutralidade.



Infográficos produzidos pelos alunos. Software: Easelly.


É bom ressaltar que o Easelly, além de dar a opção de download do arquivo criado nas extensões mais usuais, como .jpeg e .pdf, também armazenava os arquivos em nuvem no próprio site. Como os alunos produziram os infográficos logados em uma conta criada por mim, eu podia acessar as produções de casa, fazer a edição final e imprimir. Foi o que fiz, tirando várias cópias de cada um, que os alunos usaram depois para fazer a panfletagem na própria escola.

O tema das drogas visivelmente ainda dava pano pra manga. Eu e a professora Daniella Briaca, de Artes, percebemos isso, e resolvemos integrá-lo a uma programação da escola em que os alunos fariam apresentações culturais: a partir de um texto escrito por ela e finalizado por mim, fizemos uma peça de teatro que apresentava algumas questões envolvidas no problema. A história era a de um jovem usuário de drogas, que, após diversos conflitos familiares e envolvimento com os traficantes, acabava executado pela polícia. O processo de ensaio foi uma das experiências mais marcantes para mim, pois os alunos se envolveram com muito entusiasmo, e o espetáculo se destacou no dia da culminância dos trabalhos, sendo muito elogiado. Infelizmente os poucos registros feitos no dia se perderam...

Mas ainda havia espaço para mais. E terminamos o ano trabalhando com mais um evento, que ofereceria ainda uma outra perspectiva sobre a questão das drogas aos alunos: uma mesa-redonda com o tema "Legalização ou proibição da maconha?", em que, convidados por mim, um militante pró-legalização e um psicólogo contrário à reivindicação debateriam e responderiam perguntas. A mesa seria mediada pelo aluno Anderson, numa tentativa de dar protagonismo aos alunos, além de proporcionar o trabalho com mais uma forma de interação pela linguagem.

Para convidar a comunidade para o dia do evento, propus aos alunos, inspirado em um vídeo publicitário de um programa de televisão, a criação de um vídeo-convite, que seria mostrado na escola nos dias anteriores ao da mesa, podendo também ser compartilhado via redes sociais e aplicativos de mensagem. Nessa tarefa os alunos também mergulharam de cabeça. Foi interessante perceber como as propostas irreverentes de uns e mais conservadoras de outros se encaixaram muito bem no texto do vídeo, construído coletivamente, e como essas diversas posições encontradas entre os alunos sobre o tema puderam ser acolhidas pela proposta. Não obstante nossos poucos recursos de gravação e edição, o vídeo foi finalizado, com cada aluno escolhendo um ambiente da escola para filmar sua parte, e a faixa "Cine Trash", da banda de heavy metal belenense Madame Saatan, fornecendo a trilha sonora perfeita.


Vídeo-convite produzido com alunos. Software: Windows Movie Maker.

Foi engraçado, e ao mesmo tempo preocupante, o conservadorismo com que a iniciativa foi recebida por parte da coordenação pedagógica e pela direção, que manifestaram preocupação com o debate da temática e me consultaram repetidamente falando do receio de estimular o consumo de drogas na escola, visto que já havíamos tido problemas relacionados a isso alguns meses antes. Mas as devidas (ou as possíveis) explicações foram dadas, e a mesa-redonda foi realizada no dia 11 de dezembro de 2015, na escola, com participação de todos os alunos da EJA e de professores e funcionários da escola, além de alguns convidados externos trazidos pelos debatedores, incluindo até policiais e estudantes universitários. O debate transcorreu animadamente, com muitas participações e perguntas, embora, para mim, um legalizacionista convicto, o professor responsável por defender a descriminalização tenha pecado por adotar um discurso focado excessivamente em aspectos filosóficos e sociopolíticos da questão e pouco nas consequências práticas, o que foi percebido também pelos alunos, enquanto o psicólogo desde o início se comunicou com extrema clareza e com uma retórica simples e eloquente, angariando, ao final da noite, a concordância de muitos dos presentes.

Vou ficar devendo o vídeo com alguns trechos do debate, pois, apesar de o ter salvo em meus arquivos, são muito poucos e a qualidade ficou bem baixa, então nunca me animei para editá-lo. Instrumentos mais adequados para o registro só entraram em minha vida um pouco depois dessa época. Mas creio ter dado uma boa ideia do que foi o trabalho. Ressalto, por fim, o enorme potencial que tem para o envolvimento e o aprendizado dos alunos um trabalho com projetos ou temas geradores, que proporcionam um planejamento a longo prazo, acomodam conteúdos escolares diversos e de várias disciplinas, além de possibilitarem o aprofundamento dos debates e da compreensão dos assuntos, muito necessário em uma perspectiva de educação intrinsecamente ligada à vida democrática.

O que achou? Qual sua opinião sobre os assuntos debatidos com os alunos? Que sugestões daria para futuras abordagens desse tema e de outros? Deixa nos comentários!

Para saber mais sobre multimodalidade, acesse o texto de Roxane Rojo sobre gêneros multimodais.
Para conhecer melhor a perspectiva de ensino de Português pautada nos gêneros discursivos, recomendo o artigo da professora Lopes-Rossi.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Discurso no Prêmio Professores do Brasil 2017

Saiu hoje o resultado estadual da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil, uma iniciativa do Ministério da Educação e de instituições parceiras que vem premiando relatos de prática de professores que contribuem significativamente para as práticas pedagógicas no país. Estou muito feliz com o 1º lugar obtido por Adriane Gisele e Lília Melo, duas professoras amigas que têm muito a nos ensinar!

No ano passado, tive a alegria de vencer o prêmio, nas etapas estadual e regional, na categoria Ensino Fundamental 6º ao 9º ano, com o relato intitulado "Festa solidária: leitura, escrita e intervenção na comunidade". Mais detalhes desse projeto estarão em breve aqui no blog!

Para não passar em branco, compartilho aqui o vídeo do discurso que fiz na cerimônia de premiação estadual, representando os professores premiados a convite da equipe organizadora. É um testemunho de minhas convicções sobre educação, que, de alguma forma, estarão contidas em todos os relatos feitos aqui.




Deixa nos comentários o que achaste dessa fala! E vamos trocando ideias sobre educação...

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Casos de Sherlock Holmes: da leitura dos contos à escrita de dossiês

Lá pela metade de 2016, eu estava numa vibe de ler literatura com os alunos da Educação de Jovens e Adultos. Na época, eu ainda não tinha estudado nada sobre recepção, experiência estética, leitura cursiva e texto de leitor, temas em que me aprofundei só mais tarde, escrevendo a dissertação de mestrado. Mas tinha uma espécie de intuição de que seria muito motivador compartilhar com os estudantes textos que eu mesmo gostava muito, expectativa reforçada por algumas experiências que já tivera nos anos anteriores.

Nesse contexto, um personagem povoava meus pensamentos: o detetive Sherlock Holmes. Desde a adolescência eu me fascinara pelos romances e narrativas longas de meu xará Arthur Conan Doyle. Assim, dediquei algumas noites a (re)ler os livros que tinha e os que não tinha, por meio do maravilhoso blog Mundo Sherlock, procurando duas narrativas curtas que melhor reunissem o retrato das habilidades brilhantes do detetive, os enigmáticos personagens envolvidos nos crimes e as reviravoltas surpreendentes da trama. E foram exatamente dois textos que, ao final da leitura, me fizeram pensar "É esse!": O pincenê dourado, na tradução de Hamílcar de Garcia publicada no Mundo Sherlock, e Black Peter, na tradução de Jorge Ritter, que consta da edição publicada em formato de bolso pela L&PM.

Em ambas as histórias, o crime investigado é um assassinato. Em O pincenê dourado, que elegi para ler na 3ª Totalidade, a vítima é Willoughby Smith, um jovem redator que é encontrado morto no escritório do professor Coran, seu patrão, descobrindo-se como única pista do assassino um pincenê dourado feminino, esquecido no chão. Já em Black Peter, escolhido para ser lido na 4ª Totalidade, o alvo do crime é Peter Carey, um ex-capitão de navio baleeiro, conhecido pelo mau humor e pela maldade com que tratava seus subordinados e sua família, que é encontrado com um arpão atravessado em seu peito.

Ao planejar como seria o trabalho com os alunos, inspirei-me em um outro tipo de livro que também lia na juventude: as obras que colocavam o leitor como co-investigador, lançando perguntas e enigmas que precisavam ser solucionados para prosseguir na leitura. Ao mesmo tempo, eu queria ler o texto na íntegra com eles, seguindo o que estudara na faculdade a respeito de não "picotar" os textos, criando situações de ensino artificiais e negando aos alunos o acesso à obra integral. Decidi, então, dividir o texto em duas partes, apresentando inicialmente aos alunos somente a primeira e deixando a solução do mistério na segunda. Dessa forma, eu pediria a eles que, a partir da escrita e da troca de depoimentos, relatórios policiais e cartas, propusessem uma solução para o mistério do conto que a outra turma estava lendo.

A leitura e a discussão da primeira parte dos contos foi feita ao longo de quatro aulas, nas quais foi visível o interesse dos alunos pelos textos. Eles faziam perguntas, questionavam as posições dos personagens e riam frequentemente. Eu tentava intervir o mínimo possível e estabelecer um ritmo dinâmico de leitura, que atendesse às características do gênero e às expectativas naturalmente criadas pelos estudantes. Mais tarde, o aluno Edinelson me confidenciaria que aquele tinha sido o melhor texto que já tinha lido, o que me parecia ser um sentimento geral.

Chegamos, por fim, à escrita dos textos a partir da obra, etapa em que deterei mais minha análise devido ao desempenho excelente de vários alunos. Os depoimentos, relatórios e cartas criados, além de mostrarem o bom nível de escrita dos alunos e as necessidades de aprendizado de cada um, foram exemplos do que eu descobriria mais tarde serem "textos de leitor", ou seja, a operação em que "o leitor se apropria do texto: ele o reconfigura à sua imagem, completando-o com elementos oriundos de sua história pessoal e de sua cultura ou, inversamente, deixando-lhe lacunas, apagando tal aspecto que não atraiu muito a sua atenção", conforme a formulação de Annie Rouxel no artigo Ensino da literatura: experiência estética e formação do leitor. Pra não me alongar muito, limito os comentários deste texto aos depoimentos, deixando para outro momento os demais gêneros trabalhados.

Uma aluna, por exemplo, que compôs o depoimento da personagem da esposa de Peter Carey, escreveu:

Na manhã seguinte uma das criadas notou que a porta do “camarote” estava aberta e ao meio-dia eu fui ver o que tinha acontecido espiando pela porta aberta eu vi uma cena que me deixou lívida. Meu marido morto com um arpão atravessado, entrei em desespero. Por mais que ele me batesse e me desse medo, era meu marido.


Podemos observar que a aluna retrata a cena, que consta da obra, da descoberta do cadáver de Peter Carey, acentuando o terror que o fato causou na esposa. Porém, o acento de pesar introduzido pela oração "entrei em desespero", bem como pela construção subordinada "por mais que ele me batesse e me desse medo, era meu marido", são acréscimos originais da aluna, que não são vistos no conto de Conan Doyle. Assim, podemos dizer que a aluna recria a relação entre Peter Carey e a esposa dentro dos parâmetros da sua visão, mediada socialmente, de como deve ser uma relação de casamento, em que o respeito e a consideração devem estar presentes, mesmo que o comportamento do homem seja deplorável, como era o caso.

Outro aluno ficou responsável pela escrita do depoimento do pedreiro Slater, um vizinho de Peter Carey que, no conto, vê o semblante de um homem desconhecido na janela do capitão dias antes do assassinato. O resultado, muito divertido de ler, mostra a recriação pelo aluno do acento expressivo da fala do pedreiro, que não aparece falando diretamente no conto. A voz de um operário das classes populares, que domina a gíria local e parece excitado, nervoso ao depor em um caso envolvendo seus vizinhos, repetindo a mesma informação várias vezes, salta aos olhos:

Parei, vi aquele negócio estranho, era um quadro brilhando entre as árvores. Eu lembro como se fosse hoje que era um homem claramente visível atrás da cortina do “camarote” do Peter. Mas eu tenho certeza que não era a de Peter Carey, eu conhecia bem. Ele era um homem só, vivia bêbado, tinha barba grande e ele era como um capitão. E o homem que eu vi era homem feio, barba encrespada e curta. Eu tinha tomado uma pinga, mas eu tava enxergando bem sim, eu sei que eu vi, não era o capitão não. Eu sei que o crime foi na quarta, mas o homem podia ter voltado lá. Eu não tô doido não, eu sei o que eu vi, rapaz.

A mesma recriação vemos no depoimento do vigário da paróquia da região do crime, escrito por outro aluno. O tom contido, penitente, mais culto do que os outros, e o acento valorativo católico aparecem com muita clareza, criando belas imagens:

Mas sabe, sr. Hopkins, sentia pena da mulher e filha do falecido. Sempre por fazer orações demais para ajudá-lo, muitas lágrimas em suas orações e contudo muita fé também. E pelo visto nosso Deus permitiu que suas lágrimas secassem, mesmo com um fim trágico.

Os depoimentos escritos pela 3ª totalidade para o caso de O pincenê dourado também trouxeram boas produções. Destaco o texto da aluna que encarnou o personagem da governanta, sra. Marker:

Quando, de repente, ouvi um grito horrível que paralisou todo meu corpo, não conseguia me mover de tanto pavor que nem consegui identificar se era de homem ou de mulher, andei o mais rápido que pude, para ver o que aconteceu.
Quando chego na porta do escritório, encontro aquela cena horrível que nunca vou esquecer, Susan com aquele jovem nos braços, o sangue jorrando, uma cena triste de se ver, aquele jovem tão adorável, tão cheio de vida, inerte, fiquei apavorada por alguns minutos. (...)

É visível que a aluna reinventa, com exuberantes acréscimos de dramaticidade, o momento da descoberta do cadáver. Informações importantes que constam na obra, como a menção à incapacidade de distinguir o sexo da voz que gritou e a descrição da cena do crime, se misturam a dados subjetivos da personagem, como "paralisou todo meu corpo", "cena horrível que nunca vou esquecer", "jovem tão adorável, tão cheio de vida". Podemos afirmar que a aluna materializa em seu texto a tensão e a emoção experimentadas no momento da leitura, uma experiência sentimental que contribui decisivamente para a qualidade de seu texto.

Essa foi apenas a primeira atividade que desenvolvi pautada na leitura literária e na escrita de textos de leitor. Muitas outras ainda serão postadas aqui, assim como mais referências e autores importantes que abordam a temática. Mas desde já convido todos os professores, não apenas de Português, a imaginar e propor a seus alunos experiências como essa. Dedicar bastante tempo de aula para ler literatura, discuti-la e produzir textos a partir dela abre diversos caminhos para a nossa prática. Vale a pena experimentar!

Agora quero saber o que você achou. Que outras possibilidades a atividade oferece? Você já teve alguma experiência de leitura e escrita marcante com seus alunos? Deixa um comentário aí embaixo, e compartilha esse post!


Primeiras palavras

Sejam bem-vindos ao blog "Leitura & Escrita na Escola"!

Neste espaço, pretendo divulgar algumas experiências exitosas (ou pelo menos interessantes) que tive em meu trabalho como professor de Português da rede municipal de ensino de Belém - Pará, atividade que exerço desde 2014.

O objetivo inicial é amadurecer minha própria prática por meio da escrita reflexiva dos relatos, mas espero também inspirar outros professores que desejem inovar e propor novos caminhos aos seus alunos. Por isso, os relatos não virão muito carregados de referencial teórico, e o estilo será mais subjetivo do que acadêmico.

Conheçam mais da minha vida acadêmica e de meus outros trabalhos e interesses nos links postados ao lado, na aba "Quem escreve".

Um abraço!